Internacional

Admissões

Concurso especial de acesso e ingresso

O ingresso dos estudantes internacionais é nos termos da legislação aplicável e do presente regulamento concretizado através de um concurso especial de acesso e ingresso.

Condições de Acesso

Podem candidatar-se à matrícula e inscrição nos ciclos de estudos, a que se refere o artigo 1º, os estudantes internacionais

  1. Titulares de uma qualificação que dê acesso ao ensino superior, entendida como qualquer diploma ou certificado emitido por uma autoridade competente que ateste a aprovação num programa de ensino e lhes confira o direito de se candidatar e poder ingressar no ensino superior no país em que foi conferido;
  2. Titulares de um diploma de ensino secundário português ou de habilitação legalmente equivalente.

Condições de Ingresso

  1. Para efeito de ingresso no respetivo ciclo de estudos, os estudantes internacionais têm obrigatoriamente de relativamente aos mesmos, demonstrar:
    1. Qualificação académica específica para ingresso nesse ciclo de estudos;
    2. Conhecimento da língua ou línguas em que o ensino vai ser ministrado;
    3. Cumprimento dos pré-requisitos, quando for caso disso, nos termos da legislação aplicável.
  2. A verificação da qualificação académica específica:
    1. Incide sobre as matérias das provas de ingresso fixadas para o ciclo de estudos, em causa, no âmbito do regime geral de acesso e ingresso;
    2. Deve assegurar que os estudantes internacionais têm conhecimento das matérias das provas de ingresso de nível e conteúdo equivalentes aos dos estudantes admitidos através do regime geral de acesso e ingresso regulado pelo Decreto-Lei nº 296-A/98, de 25 de setembro.
  3. A verificação a que se referem as alíneas a) e b) do nº 1 é obrigatoriamente feita por exames escritos, eventualmente complementados por exames orais.
  4. Os exames escritos são realizados na língua ou línguas em que o ensino vai ser ministrado.
  5. No âmbito de cada ciclo de estudos é criado um Júri de Avaliação que é composto por dois membros do Conselho Técnico-Científico e pelo Diretor do Curso a quem cabe produzir, aprovar os modelos de exame escrito e oral, definir critérios de avaliação, bem como supervisionar o decorrente serviço de exames e ainda decidir sobre a validade da prova documental apresentada pelo candidato, no cumprimento deste regulamento e da legislação aplicável.
  6. A designação dos membros do Júri de Avaliação é da competência do Conselho Técnico-Científico.
  7. Todos os documentos relacionados com a verificação da satisfação das condições de ingresso, incluindo os exames escritos realizados pelos estudantes internacionais, integram o seu processo.

Transferência e Mudança de Curso

Mesmo estando a frequentar o ensino superior no teu País podes pedir transferência ou fazer mudança de curso e vires estudar para Portugal para o Grupo Lusófona.


O que é uma transferência?

É o ato pelo qual um estudante se inscreve e matrícula no mesmo curso em estabelecimento de ensino superior diferente daquele em que está ou esteve matriculado, tendo havido ou não interrupção de inscrição num curso superior;

O que é uma Mudança de curso?

É o ato pelo qual um estudante se inscreve em curso diferente daquele em que praticou a última inscrição, no mesmo ou noutro estabelecimento de ensino superior, tendo havido ou não interrupção de inscrição num curso superior;

Que documentos tenho de entregar?

  • Cópia do documento de identificação
  • Cópia do Cartão de Contribuinte
  • 1 Fotografia

Documentos originais

Certificado de Habilitações do Ensino Superior* (com indicação das cadeiras em que obteve aprovação) ou; Declaração de Matrícula (no caso de não pretender requerer creditação de competências às cadeiras que já realizou)

Nota: Estes documentos emitidos pelo estabelecimento de ensino que frequenta (ou) terão de ser reconhecidos pela representação diplomática ou consular portuguesa existente nesse país e traduzidos por tradutor oficial (exceto documentos em Espanhol, Francês e Inglês).

Aceitação de Candidaturas

As candidaturas para Mudança ou Transferências podem ser aceites desde que candidatos reúnam condição de acesso, existência de vagas e cumprimento dos prazos de candidatura.

Datas de Candidatura

Ingresso – Mudança de Curso, Transferência de Curso, Reinscrição

Fase de Candidatura Datas Divulgação dos resultados de colocação
1ª Fase 1 de março a 30 de abril de 2014 2 de maio de 2014
2ª Fase 1 de maio a 31 de maio de 2014 2 de junho de 2014
3ª Fase 1 de junho a 30 de junho de 2014 1 de julho de 2014
4ª Fase 1 de julho a 31 de julho de 2014 1 de agosto de 2014
5ª Fase 1 de agosto a 12 de setembro de 2014 15 de setembro de 2014
6ª Fase 13 de setembro a 10 de outubro de 2014 13 de outubro de 2014

Apresentação de candidaturas

As candidaturas são apresentadas diretamente à ERISA, em função da prévia definição de fases e prazo de candidatura.

As fases e o prazo de apresentação da candidatura são anualmente fixados, pelo Reitor, com a antecedência prevista na legislação aplicável em relação à data de início deste e são comunicados à Direção-Geral do Ensino Superior e divulgados no sítio da internet da ERISA.

Candidaturas

A candidatura à matrícula e a inscrição é realizada através do concurso especial a que se refere o artigo 4º, do regulamento geral, mediante a verificação do cumprimento das condições de acesso e de ingresso previstas nos artigos 5º e 7º desse mesmo regulamento.

Consultar Regulamento

Matrícula e inscrição

Os candidatos colocados numa determinada seriação deverão efetuar a sua matrícula e inscrição nos sete dias úteis subsequentes à data da publicação das listas de colocação, sob pena de caducidade do resultado obtido no concurso.

Para efeito de matrícula os estudantes internacionais ficam obrigados a entregar a documentação legalmente prevista no que respeita à autorização de residência.

Documentação

Os estudantes internacionais devem apresentar no ato de candidatura ao concurso especial de acesso e ingresso os documentos seguintes:


  • Boletim de candidatura;
  • Diploma ou certificados previstos no artigo 6º, com expressa menção de classificação final obtida e indicação da escala de classificação adotada, bem como que confere ao estudante o direito de se poder candidatar e poder ingressar no ensino superior no país em que lhe foi conferido;
  • Ficha ENES, no caso de serem titulares do ensino secundário português;
  • Documentação exigida pela legislação aplicável, no caso de serem titulares de habilitação legalmente equivalente ao ensino secundário;
  • Uma fotografia tipo passe;
  • Documento de identificação pessoal e fiscal exigida pela legislação portuguesa (original e fotocópia) e ainda declaração de compromisso de entrega posterior de autorização de residência.

Os estudantes internacionais devem igualmente satisfazer o pagamento do emolumento respeitante à candidatura constante da tabela em vigor.

Vagas

Cabe ao reitor fixar, por ciclo de estudos, o número de vagas tendo em consideração os limites e os requisitos previstos no regime jurídico do Estudante Internacional.

O número de vagas, acompanhado da respetiva fundamentação, é comunicado anualmente à Direção-Geral do Ensino Superior a quem compete proceder à sua divulgação.

Emolumentos e propinas

Os emolumentos e propinas são fixados anualmente pelo Conselho de Administração da entidade instituidora da ERISA, mediante tabela própria e são divulgados no sítio da internet da ERISA no prazo estabelecido para a apresentação das candidaturas.

Diplomas e certificados

Os diplomas e certificados referidos no artigo anterior têm de evidenciar as circunstâncias da sua emissão de forma fidedigna e devem ser autenticados pelo Consulado Português no país emitente ou, se for caso disso, apostilados, nos termos da Convenção de Haia e traduzidos para a língua portuguesa por tradutor ajuramentado quando estiverem elaborados em língua diferente da portuguesa, espanhola, francesa ou inglesa.

Dos diplomas e certificados referidos no nº 1 tem de constar, obrigatoriamente, a escala de classificação e a classificação final obtida no programa de ensino bem como que confere aos estudantes internacionais o direito de se poder candidatar e poder ingressar no ensino superior no país em que foi conferido.

Sistema de qualificação (ECTS)

O Sistema Europeu de Transferência de Créditos foi lançado inicialmente, em 1989, como um projeto-piloto no âmbito do Programa Erasmus.


O objetivo na altura era facilitar o reconhecimento dos períodos de estudo efetuados no estrangeiro pelos estudantes de mobilidade através da transferência de créditos.

Enquanto um sistema de transferência, o ECTS disseminou-se por trinta países e foi adotado por mais de mil instituições de ensino superior.

Quarenta Estados aderentes ao Processo de Bolonha identificaram o ECTS como um dos pilares fundamentais do Espaço Europeu de Ensino Superior.

Muitos países já adotaram o ECTS, legalmente, como um sistema de acumulação dentro dos seus próprios sistemas de ensino superior, e outros estão em vias de o fazer.

A ERISA aplicou oficialmente o ECTS a todos os seus cursos com a entrada em vigor do processo de Bolonha.

O ECTS torna os programas de estudo inteligíveis e fáceis de comparar.

Pode ser utilizado para todo o tipo de cursos e contextos de aprendizagem ao longo da vida.

Serve para os estudantes, em geral, e para os estudantes de mobilidade: pode funcionar em termos de acumulação de créditos dentro de uma instituição e de transferência de créditos entre instituições.

Por todas estas razões o tão conhecido acrónimo “ECTS” remete agora para “Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos”.

O Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos é um sistema centrado no estudante e baseado no volume de trabalho requerido ao estudante para que este alcance os objetivos de determinado programa de estudos.

Estes objetivos são definidos preferencialmente em termos de resultados de aprendizagem e competências.

O ECTS baseia-se no princípio de que 60 créditos medem o volume total de trabalho de um estudante a tempo inteiro.

Na Europa, esse volume de trabalho situa-se entre as 1500 e 1800 horas por ano e nesses casos um crédito corresponde a 25-30 horas de trabalho.

Regra geral, 30 créditos equivalerão a um semestre e 20 créditos a um trimestre de estudos.

No ECTS, os créditos apenas podem ser obtidos nos casos em que se verifique a aprovação do estudante nos trabalhos requeridos e uma avaliação correta dos resultados de aprendizagem atingidos.

Resultados de aprendizagem são conjuntos de competências que exprimem o que o estudante deverá saber, compreender e fazer depois de completar o processo de aprendizagem.

O volume de trabalho no ECTS consiste no tempo requerido para a realização de todas as atividades de aprendizagem previstas, tais como aulas presenciais, seminários, estudo independente, preparação de projetos, exames, etc.

Os créditos são atribuídos a todas as componentes educacionais de um programa de estudos (unidades curriculares, módulos, estágios, projetos, dissertações, etc.) e refletem a quantidade de trabalho requerido.

O ECTS assenta em três elementos de base: informação (sobre os programas de estudo e os resultados do estudante), acordo mútuo (entre os estabelecimentos parceiros e o estudante) e utilização de créditos ECTS (valores que indicam o volume de trabalho do estudante).

Estes três elementos de base traduzem-se em três documentos-chave, a saber: dossiê de informação, contrato de estudos e transcrição do registo académico.

Para mais informação sobre o ECTS, consulte o sítio web da Comissão Europeia e da Direção Geral de Ensino Superior de Portugal ou leia o ECTS User's Guide